Iniciantes Na Fé - Introdução à Doutrina

 

INICIANTES NA FÉ - INTRODUÇÃO À DOUTRINA
 
 
Na Igreja de Cristo, as doutrinas fundamentais são firmadas nas verdades ou princípios ensinados por Cristo, e mais ninguém. As doutrinas de Cristo são a revelação da própria Palavra de Deus e tem uma única finalidade: a salvação do homem e sua entrada no Reino de Deus. A verdadeira fonte para o estudo da Doutrina de Deus, é a Palavra de Deus.
 
Este compêndio completo [a Bíblia], divinamente inspirado pelo Espírito Santo, dá-nos condições de ficarmos inteirados e sábios para a salvação.
 
É necessário um verdadeiro esforço para estudar a Palavra de Deus.
 
O homem natural tem grande limitação para compreender as coisas de Deus. 
 
A profundidade de riquezas, tanto de sabedoria como da ciência de Deus, é insondável, e por isso carecemos da ajuda de Deus para penetrarmos nestes mistérios. E este auxílio que precisamos é nos oferecido por Deus – o Espírito Santo.
O Espírito Santo revela-nos a doutrina.
 
 
Visão Geral da Doutrina
 
A partir de agora, estaremos tendo uma rápida visão das doutrinas da Igreja (do Corpo de Cristo) sobre as quais os cristãos têm fundamento.
 
 
1. A Inspiração das Escrituras
 
II Tm 3:16-17: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça; a fim de que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”
 
A Bíblia é a Palavra de Deus, a revelação divina para o homem, a infalível regra de fé e conduta. É superior à consciência e à razão, sem ser, todavia, contrária a esta.
 
I Pe 2:2: “desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para a salvação,”
 
Já observamos que a fonte verdadeira para o estudo é a Palavra de Deus.
 
A Bíblia é a Palavra do Deus Vivo, verdadeira, imutável, firme e inabalável, como o seu autor - o Senhor Jeová. Foi escrita por santos homens do passado, movidos pelo Espírito Santo e por Ele inspirada.
 
II Pe 1:21: “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.”
 
Hb 1:1: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,”
 
Porque cremos que é a Palavra de Deus?
 
1. Jesus aprovou, sem reserva alguma, as Escrituras do Antigo Testamento.
     Dos 1.800 versículos usados para registrar as pregações de Jesus, 180 contém citações do
Antigo Testamento.
 
 2. O Livro é o produto de uma mente Superior.
     Os 66 livros foram escritos por mais ou menos 40 autores distintos:
 
 - Homens pertencentes a todas as classes sociais:
  Amós era pastor; Josué - general; Lucas – médico; Daniel - 1º Ministro;
   Pedro e João - pescadores.
 
 - Escreveram em ambientes diferentes:
   Moisés escreveu no deserto
   Davi, nas verdes colinas;                                                                                                           
   Paulo nas prisões;
   Salomão no palácio.
 
 - Escreveram em ocasiões diferentes:
   Davi escreveu durante o calor das batalhas;
   Salomão na calma da paz;
   João na aflição do exílio;
   Josué na exultação da alegria da vitória.
 
 - Foi escrito em línguas diferentes:
   Hebraico, Aramaico e Grego.
 
 - Em épocas diferentes:
   Levou aproximadamente 1.600 anos para a conclusão da obra.
   Moisés iniciou entre 1500 a.C. e 1400 a.C.
   João terminou entre 90 e 100 d.C.
 
Cada autor, sem sabê-lo, contribuiu com uma parte essencial do todo, às vezes acrescentando aos escritos dos demais, esclarecendo outro, mas nunca os contradizendo. Tal milagre só se pode explicar pelo fato de que existiu uma mentalidade mestra que dirigiu a pena (a mão) destes autores. (II Pe 1:20-21)                                                                                                
 
Todos os autores escreveram quando receberam a mensagem divina e não por decreto religioso ou por autoridade humana.                                   
 
Ex 17:14 – “...escreve isto para memória num livro...”
 
Jr 30:2 – “...escreve num livro todas as palavras que te tenho dito...”
 
Is 34:16 – “Buscai no Livro de Deus e lede,...”
 
   Isaías menciona 120 vezes ordens recebidas de Deus (“Assim diz o Senhor”..., “Veio a mim a Palavra do Senhor” etc.).
   Jeremias menciona 430 ordens recebidas, Ezequiel 329 vezes. Alguns autores receberam ordens por visões e sonhos.
 
 3. Os Tipos, Símbolos e Cerimônias constituem provas da inspiração.
Extraordinária é a história de Jesus refletida na biografia dos patriarcas, na construção do tabernáculo e do templo, nos serviços religiosos, nos sacrifício e cerimônias e em outros tipos e símbolos diversos.
 
4. As profecias bíblicas corroboram a divindade do Livro.
 
1 Pe 1:10,11: “Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão, testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam.”
 
5. O nível moral da Bíblia demonstra sua divindade.
Os ensinos da Bíblia proclamam o mais elevado nível moral de conduta que o homem conhece.
 
Em realidade é tão elevado e santo que o homem jamais poderá alcançá-lo sem a ajuda divina. Nosso Deus jamais estará satisfeito até que haja criado em nós Sua santidade, e possamos assim nos apresentar ante Ele sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante.                                                                                        
 
Ef 5:27: “para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.”
 
6. O Criador do homem é o autor do Livro.
Na Bíblia não há tópico vital em todo o terreno do pensamento humano que não seja tratado com autoridade. Há respostas para todas as perguntas. O ser humano é que deve buscá-las.
 
7. Revela o único meio de salvação.
A Bíblia não salva - ela indica o caminho. Precisa ser lida, ouvida, acreditada, obedecida e praticada, para que a pessoa seja libertada e salva.
 
8. O mundo reconhece a divindade do Livro.
Ele tem sido traduzido para mais idiomas e dialetos que qualquer outro livro e é o que goza de maior venda e circulação. Foram escritas bibliotecas inteiras para interpretar suas páginas sagradas, e os sábios mais ilustres da terra inclinam-se reverentemente a ela.
 
 
9. Sabemos que o Livro é divino por seus resultados.
Em todo lugar onde se lê, prega e obedece os preceitos bíblicos, tem-se observado não somente a transformação de indivíduos, mas de nações inteiras.
 
10. A Bíblia sobreviverá ao universo.
As Sagradas Escrituras têm resistido ao assalto brutal de seus inimigos, e pior ainda, deverá suportar as interpretações errôneas de seus adeptos.
 
Sl 119:89: “Para sempre, ó Senhor, a tua palavra está firmada nos céus.”
 
Mt 5:18: “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.”
 
 
11. A ciência, a história, a arqueologia, a agricultura, estratégia militar etc., confirmam a divindade do Livro.
Aqui, portanto, está um Livro cuja composição é inexplicável do ponto de vista humano. É ridículo pensar que se poderia ajuntar os escritos não relacionados entre si, produzidos em 16 séculos e achar qualquer base de concordância entre si. Mas a Bíblia é a composição mais linda e maravilhosamente harmoniosa de escritos produzidos sob essas condições.
 
Ninguém sabe, nem compreende perfeitamente, como os 66 livros chegaram a ser um só volume. Deus pelo seu poder e sabedoria os conservou e os reuniu em um só volume no tempo oportuno.
 
A Bíblia não contém a Palavra de Deus como alguns querem. A Bíblia é a Palavra de Deus, toda ela. É o Livro de Jesus cujo retrato está em todas as páginas. O maior propósito da Bíblia é fornecer um retrato vívido da pessoa do Senhor Jesus.
 
 
2. O Único e Verdadeiro Deus
 
Diferentemente de outras pessoas que acreditam em vários deuses (politeístas), ou daqueles que não acreditam em nenhum deus (ateístas), cremos que existe somente um Deus (monoteístas).
 
O único e verdadeiro Deus manifestou-se a Si mesmo como o eterno “EU SOU”, de existência e revelação próprias. Revelou-se também manifestando os princípios de parentesco e associação, isto é, como o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Trindade).
 
Dt 6:4: “Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor.”
 
Mc 12:29: “Respondeu Jesus: O primeiro é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.”
 
Is 43:10-11: “Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador.”
 
Mt 28:19: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;”
 
Lc 3:22: “E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se do céu esta voz: Tu és o meu Filho amado; em ti me comprazo.”
 
3. O Homem: Sua Queda e Redenção
 
O homem foi criado bom e justo. Com efeito, Deus disse o seguinte:
“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”.
 
 Mas o homem caiu por transgressão voluntária, e sua única esperança reside agora no Senhor Jesus, o Filho de Deus.
 
 Gn 1:26,31: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia”.
 
A Única Esperança se encontra em Jesus (Rm 5:12-21).
 
 
 4. O Novo Nascimento
 
 II Co 5:17: “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”
 
Nova vida, nova criatura, novos pensamentos e sentimentos, uma nova visão da vida. Os valores morais e espirituais da Palavra de Deus, que eram desprezados, são defendidos e as coisas antes desejadas são desprezadas.
 
O homem que aceita Cristo encontra o seu lugar no espaço, na história  e na eternidade. Acima de tudo, quer desfrutar das prerrogativas do Filho de Deus. O estímulo para se ter uma nova vida, é fantástico e único.
 
A condição para desfrutar das regalias de Deus é nascer de novo.
 
 
Jo 3:3: “Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”
 
 
As evidências externas
 
O novo nascimento evidencia-se por novos hábitos e novas obras.
 
- Por novos hábitos:
     Salmo 1:1-2: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores; antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite.”
 
- Por novas obras:
    Tiago 2:26: “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.”                                        
       - ANDAR na Palavra de DEUS
       - GUARDAR a Palavra de DEUS
       - EXECUTAR a Palavra de DEUS.
 
 
5. Moderação
 
Mt 7:12: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles; porque esta é a lei, e os profetas.”
 
Fp 4:5-7: “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.”
 
Cremos que a moderação do crente deve ser notória a todos os homens; que sua experiência e proceder diários jamais o levem a extremos.
 
 
6. A Igreja
 
6.1. O Corpo de Cristo
 
A igreja é o corpo de Cristo, a habitação de Deus por intermédio do Espírito Santo, designada por divino decreto para o cumprimento da grande comissão. Cada um dos crentes, nascido no Espírito Santo, forma parte integral da assembléia geral dos justos, os quais estão inscritos no céu.
 
Ef 1:22,23: “e sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés, e para ser cabeça sobre todas as coisas o deu à igreja, que é o seu corpo, o complemento daquele que cumpre tudo em todas as coisas.”
 
Hb 12:23: “à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados;”
 
Mc 16:15-20: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados.
 
Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. Eles, pois, saindo, pregaram por toda parte, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que os acompanhavam.”
 
Ef 4:11-13: “E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo.”
 
 
6.2. Relações do Crente com a Igreja
 
1. Envolvimento espiritual
     - Louvar a Deus: Salmos 111:1
     - Estímulo à caridade e às boas obras: Hebreus 10:24
     - Admoestação de um para com o outro: Hebreus 10:25
 
O resultado de um envolvimento cristão de profundo amor, respeito e consideração para com o próximo e com Cristo, está em Atos 16:5: “Assim as igrejas eram confirmadas na fé, e dia a dia cresciam em número.”
 
2. Unidade na Fé
 
Devemos estar inteiramente unidos na mesma disposição mental e no mesmo parecer no reconhecimento de quem é Cristo, o único Senhor.
 
Na igreja pode haver opiniões diferentes? Leia a resposta em Rm 14:2,3.
 
O fato de discordarmos de alguém não nos dá o direito de o desrespeitarmos.
 
Podemos ser ferreamente contra a idéia e os pensamentos de nosso irmão, mas nunca contra a pessoa de nosso irmão.
 
Para bem se relacionar dentro da Igreja, é preciso identificar-se com ela:
 
2.1. Pelo trabalho:
- Não há lugar para parasitas;
 
- Não há lugar para apenas boas intenções. O mundo está cheio de boas intenções. É necessário que esteja cheio de boas ações.
- Não há lugar para críticos que não apresentem soluções nem trabalho, pois estas características são de pessoas que não sabem ter considerações uns para com os outros.
 
2.2. Pela doação:
- Como acreditar em quem não dá do seu tempo, não disponibiliza seus recursos, não participa com suas ofertas? A fé sem obras é morta! Tg 2:20.
 
2.3. Pelas opiniões:
- Todos nós fomos dotados de qualidades individuais e dentro de nossas limitações, existem valores que só nós possuímos e que não podem ser desprezados. Temos o direito de externarmos nossas opiniões, porém ninguém tem o direito de impô-las. Salmos 133:1. Quanto à evangelização, observe o que Paulo diz para Timóteo: “prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino." (II Tm 4:2), ou seja:    1. Pregues - Aproveitar todas as oportunidades;
   2. Instes - Insistir a tempo e fora de tempo;                                           
   3. Admoesta - Replicar argumentando;
   4. Repreendas - Advertir energicamente. Às vezes é necessário para muitos, uma palavra dura e pesada para o acordar.
   5. Exortar - Aconselhar, advertir, animar.
   6. Com longanimidade - Ter paciência e esperar que o Senhor faça a Sua parte, não importa quanto tempo isto leve.
   7. Com ensino - Ter conhecimento bíblico para não fugir das doutrinas de Cristo.
 
Mt 25:34: “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;”
 
 
6.3. A Edificação da Igreja e a Evangelização
 
Um ministério chamado pela vontade divina e ordenado de acordo com as Sagradas Escrituras tem sido proporcionado pelo Senhor com um duplo propósito:
   1 - A evangelização do mundo, e
   2 - A edificação do corpo de Cristo.
 
 
7. Governo Civil
Cremos que o Governo Civil é de indicação divina e que se deve orar pelos Governadores e Administradores, os quais devem ser obedecidos, exceto nas coisas contrárias à vontade do Senhor Jesus.
 
 
7.1. Ordenação de Deus
- Admitir que alguém tenha poder para instituir governantes que não Deus, é dar ao diabo uma honra e um poder que ele não possui.
Rm 13:1: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus.”
 
- Não existem razões para temer os magistrados. Eles são terror para as más obras. Só tem medo da polícia os marginais. Lamentavelmente em nome da fé, com falsos argumentos, muitos procuram opor-se às autoridades.
Rm 13:3: “Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela;...”
 
 - Portanto, dai a cada um o que deveis.
Rm 13:7: “Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo;   a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.”
 
                                                                                    
7.2. Ordenação Superior
Atos 5:29: “...Importa obedecer a Deus, do que aos homens.”
 
Lógico é que obedecer às autoridades é obedecer a Deus. Quando a autoridade constituída desvia-se da justiça, opõe-se a Deus, e está sendo usada pelo diabo, não lhe devemos obediência. Dn 6:7;
 
Dn 6:25-28; Mt 10:28. Em todos os casos a obediência à ordenação superior normalmente é premiada com um milagre extraordinário.
 
 
8. Anjos e Demônios
 
Ao nosso redor há um mundo de espíritos, muito mais populoso, mais poderoso e de maiores recursos do que nosso próprio mundo visível de seres humanos.                                                                                          
 
Bons e maus espíritos dirigem os passos em nosso meio. Passam de um lugar para outro com a rapidez de um relâmpago e com movimentos imperceptíveis. Eles habitam os espaços a redor de nós. Sabemos que alguns deles se interessam pelo nosso bem-estar.
 
Outros, porém, estão empenhados em fazer-nos mal: são os anjos maus, ou anjos caídos, melhor chamados de demônios, dos quais Satanás é o chefe deles.
 
Os anjos bons - Anjo significa mensageiro.
Em muitas passagens da Bíblia, os anjos são utilizados para enviar a mensagem de Deus aos homens. São imortais, numerosos, sem sexo, obedientes, reverentes, sábios, mansos, poderosos e santos. São os agentes secretos de Deus.
 
Hb 1:14: “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação?”
 
9. A Ceia do Senhor
 
A ceia do Senhor, que consiste do pão e do suco da uva, constitui um símbolo que expressa nossa participação da natureza divina de Nosso Senhor Jesus Cristo:
 
II Pd 1:4: “Pelas quais Ele nos tem dado as suas preciosas e grandíssimas promessas, para que por elas vos torneis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.”
 
A ceia é uma memória dos sofrimentos do Senhor e de Sua morte e a profecia de Sua segunda vinda: I Co 11:26: “Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes do cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que Ele venha.”
 
Todo o crente deve participar da Ceia até que venha o Senhor.
 
10. Batismo com Espírito Santo
 
A promessa do batismo no Espírito Santo pertence ao crente por direito, e em virtude do mandamento do Senhor, não somente ele deve esperar receber tal promessa, mas deve buscá-la ardentemente. O batismo no Espírito Santo era o patrimônio moral, por assim dizer, dos crentes da Igreja primitiva.
 
Junto com o Espírito Santo, o crente recebe um revestimento de poder que o capacita a viver para o Senhor e o servir, e o repartimento de dons para serem exercitados no ministério.
 
Lc 24:49: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai porém, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.”
 
At 1:4-8: “Estando com eles, ordenou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual (disse ele) de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias.                   
 
Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade. Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra.” Ler acerca dos dons espirituais em I Co 12:1-31.
 
 
Este batismo maravilhoso é distinto da salvação e posterior a ela.
 
At 10:44-46: “Enquanto Pedro ainda dizia estas coisas, desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. Os crentes que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que também sobre os gentios se derramasse o dom do Espírito Santo; porque os ouviam falar línguas e magnificar a Deus.”
 
11. A Evidência do Batismo no Espírito Santo
O batismo dos crentes no Espírito Santo fica confirmado pela evidência inicial de falar em outras línguas, segundo o Espírito Santo conceda a faculdade de se expressar.
 
At 2:4: “E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.”
 
O falar em línguas neste caso é o mesmo em essência que o dom de línguas, mas distinto no que respeita ao seu propósito e uso.
 
Falar em línguas é a evidência do Batismo no Espírito Santo.
 
Dom de línguas é falar a linguagem dos anjos; é falar através de outras línguas o que Deus deseja comunicar a todos ou a alguns de nós.
 
 
12. A Cura Divina
Assim como existe o dom de línguas ou o dom de profecias, existe o dom de curar. Um crente que possui o Espírito Santo pode curar outras pessoas pela fé no nome de Jesus. A cura divina forma parte da expiação, e constitui o privilégio de todo o crente.                                                                                                            
 
Is 53:4-5: “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”                                                                                           
 
Mt 8:16-17: “Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra expulsou deles os espíritos, e curou a todos os enfermos; isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças.”
 
 
13. Ressurreição e Arrebatamento
A ressurreição dos que morreram no Senhor e sua translação, juntamente com aqueles que ainda estiverem vivos quando o Senhor retornar, constituem a bendita esperança da igreja. A igreja também crê que o cumprimento da ressurreição é iminente.
 
I Ts 4:16-17: “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.”
Rm 8:23: “e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.”
 
Tt 2:13: “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus.”
 
I Co 15:51-52: “Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós [os vivos] seremos transformados.”
 
 
14. O Reino Milenar de Cristo
 
A revelação ou a vinda do Senhor Jesus Cristo desde o céu, a salvação da nação de Israel, e o reino milenar (1000 anos) de Cristo sobre a terra, constituem as promessas bíblicas e a esperança do mundo.
 
II Ts 1:7: “E a vós, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder em chama de fogo.”
 
Ap 19:11-14: “E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga a peleja com justiça.
 
Os seus olhos eram como chama de fogo; sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. Estava vestido de um manto salpicado de sangue; e o nome pelo qual se chama é o Verbo de Deus. Seguiam-no os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro.”
 
Rm 11:26-27: “E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades; e este será o meu pacto com eles, quando eu tirar os seus pecados.”
 
Em Ap 20:1-7 fala sobre a Prisão de Satanás e Milênio.
 
 
 15. O Lago de Fogo
 
O diabo e seus anjos, a besta e o falso profeta, e todo aquele cujo nome não for encontrado no Livro da Vida, sofrerão o castigo eterno no lago que arde com fogo e enxofre, o qual é a segunda morte.
 
Ap 19:20: “E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que fizera diante dela os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.”
 
Onde Passará a Eternidade?
Ap 20:10-15: Satanás definitivamente lançado no Lago de Fogo (Inferno).
 
16. Os Novos Céus e a Nova Terra
 
A Nova Terra - Nós “esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça”.
 
II Pd 3:13: “Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça.”
 
Nos Capítulos de Ap 21 e 22, se encontra a descrição do Novo Céu e a Nova Terra, da Nova Jerusalém, da Eternidade.
 
 
Batismo nas Águas
 
Muitas vezes, o crente acha-se no direito de escolher batizar-se ou não, como se o batismo fosse uma opção ou privilégio de alguns poucos. Veremos porém, que o batismo está ligado diretamente à conversão, e possui normas e significados implícitos em sua simbologia, tornando-se portanto, não uma opção, mas uma exigência que o próprio Senhor Jesus Cristo requer de todos que professem serem seus seguidores.                                                          
 
 Passagens principais relacionadas com o Batismo
 
 - Motivo de sermos batizados
 
Mc 16:16: “Quem crer e for batizado, será salvo...”
 
Jo 3:5: “Respondeu Jesus: em verdade...: Quem não nascer da água e do espírito não poderá entrar no Reino de Deus.”
 
Mt 28:19: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;”
 
At 10:47-48: “Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam batizados estes que também, como nós, receberam o Espírito Santo? Mandou, pois, que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe rogaram que ficasse com eles por alguns dias.”
 
At 2:38: “Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.
 
At 22:16 – “E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome Dele.”
 
 
- Significado do Batismo
 
Rm 6:3-6: “Ou porventura ignorais que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte?...”
 
I Co 12:13: “Pois, em um só espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos...”
 
Gl 3:27: “porque todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes.”
 
Cl 2:12: ”tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos.”
 
I Pe 3:21: ”a qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo.
 
Características do Batismo
 
1. Batismo, uma ordenança
 
O Senhor Jesus Cristo, quando estava em sua passagem aqui pela terra, após ter cumprido sua missão, voltou aos céus onde está até hoje assentado à direita de Deus. Porém, Jesus nomeou apóstolos, para que propagassem seus ensinamentos. Entre estes ensinamentos está o batismo nas águas (Mt 28:19). A ordem do batismo foi cumprida pelos apóstolos e pela igreja primitiva (At 2:38; I Co 1:16).
 
É importante perceber que as palavras de Jesus em Mt 28:19, estão no imperativo, em forma de ordenança, e não de livre escolha.
 
 
2. Batismo, um compromisso
 
A Bíblia concede uma importância sem igual ao batismo; “Quem crer e for batizado será salvo” (Mc 16:16). Em todo o Novo Testamento, a salvação e o batismo nas águas andam de mãos dadas porque dependem mutuamente do compromisso assumido pelo cristão. O apóstolo João também relata na capítulo 3, versículo 5 que: “Aquele que não nascer da água e do Espírito, não entrará no reino de Deus”.
 
Neste versículo, deveria o cristão basear seus objetivos espirituais nesta vida, pois fica bem claro que existe uma postura requerida ao homem e uma, que pode-se dizer assim, responsabilidade que vem de Deus.
 
A recusa de muitos em se batizarem, assemelha-se à recusa de um noivo em usar aliança, visto ser este objeto, um testemunho público de seus compromissos com sua noiva. Muitos dizem crer, mas não querem dar provas disto.
 
O batismo nas águas é um testemunho público de que você agora fez uma aliança com Cristo. Há pessoas que passam anos na igreja e não se decidem pelo batismo. Tornam-se crentes, mas não querem assumir compromisso com Cristo. Tais pessoas dizem ter medo de tomar este passo tão importante e depois se desviarem e receberem punição divina. Analisemos isso:
 
 
Em primeiro lugar - O fato de não se batizar é desobedecer a Cristo, pois como já vimos, o batismo é uma ordenança.
 
Em segundo lugar - O problema em questão, está no desvio e não no batismo, pois havendo duas pessoas, uma batizada e outra não, desviando-se, ambas estarão fora da salvação.
 
Em terceiro lugar - Mas Deus não se agrada de pessoas que não se definem (I Rs 18:21). Se
 
você já entregou sua vida à Jesus e reconhece que Ele é o Senhor, não há porque não se batizar.
 
Todavia, se há dúvidas à respeito, você deve procurar esclarecimento com os pastores e irmãos mais experientes da igreja – mas permanecer inerte, jamais! Isto sim, traz a punição Divina.
 
 
 
3. Batismo, um símbolo
O batismo é também um sacramento que contém uma simbologia implícita.
 
Tal simbologia, representa verdades espirituais acerca da obra redentora de Cristo em nossas vidas. Existem hoje outras formas de batismo (citamos aqui o batismo de crianças e o batismo por aspersão, que são os mais conhecidos).
 
Existem também muitas teorias contraditórias com respeito à verdadeira forma de batismo. Isto se deve ao fato de que o homem tem seguido a tradição e não os preceitos bíblicos.
 
Porém, o batismo que a Bíblia ensina é o batismo por imersão – justamente pelo fato de conter em sua forma, a simbologia da salvação.
 
O batismo simboliza os atos redentores de Cristo.
 
O batismo significa que você está morrendo e sendo sepultado para o mundo (Cl 2:12), para sua velha natureza, sua velha vida, antes de conhecer e se entregar a Cristo. Daí a importância do batismo ser por imersão, pois quando alguém é sepultado, é completamente coberto. O ato de sair das águas, indica que você, já morto para o mundo, está ressuscitando para a vida com Cristo. (Jo 3:23 - "Havia muitas águas"; At 8:38,39 - "Entraram e saíram das águas").
 
 
4. Quem deve batizar-se?
Todo aquele que recebeu à Jesus Cristo como Senhor e Salvador em sua vida, pela fé, arrependendo-se dos seus pecados, deve ser batizado para confirmar e confessar estas coisas (At 2:37-38).
 
Batismo de crianças O batismo de crianças não é aceito, porque o requisito para ser batizado é
crer e ter se arrependido dos seus pecados. Uma criança de colo não tem consciência. Portanto não pode nem crer nem se arrepender.
 
Analisando principalmente o livro de Atos, percebemos que havia uma preocupação dos apóstolos no tocante ao batismo correto (At 19:1-5). Encontramos várias passagens nas Escrituras onde os apóstolos verificam em que tipo de batismo os seus ouvintes haviam sido batizados, e em seguida ensinavam e efetuavam o novo batismo.
 
 
Batismo Por Imersão
 
O batismo deve ser por imersão e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28:19).
 
Mateus 28:19: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”
 
 
Jesus ensinou-nos a batizar em nome da Trindade, visto que isto é uma ordem dada por Deus e não proveniente de invenções humanas. Ao se dizer que alguém é batizado em nome da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), está sendo declarado que está sendo batizado em cumprimento à ordem divina.
 
 
5. E quem já foi batizado?
 
Se você já foi batizado nas águas, por imersão, por uma igreja que pregue o genuíno evangelho de Cristo, tendo crido e se arrependido dos seus pecados, além de ter sido a fórmula batismal em nome do Pai, Filho e Espírito Santo, então não há necessidade de ser batizado novamente.
 
Aqueles, todavia, que se batizaram quando crianças, ou por aspersão, ou mesmo que tenha sido o batismo bíblico, porém oficializado por uma seita cujo teor da doutrina fere os ensinamentos bíblicos, precisa ser novamente batizado pelos padrões estabelecidos por Deus.
 
O batismo envolve uma confissão do credo pelo qual é batizado, assim, se o batismo foi feito em meio a uma seita, o novo convertido deve batizar-se novamente, renunciando a crença anterior e professando a nova fé.
 
Não há necessidade de temer
Há pessoas que ficam temerosas de se batizarem novamente porque a Bíblia diz em Ef 4:5 que: "...há um só batismo...". Porém, quando Paulo referiu-se a um só batismo, estava dizendo que Deus só reconhece como sendo legítimo, o batismo que Jesus ordenou e que a Igreja consolidou. Não existem outras formas de batismo, somente a forma que está na Bíblia.
 
Havia na época de Jesus, o batismo de João Batista - o batismo de arrependimento (Mc 1:4), ou seja, João Batista pregava acerca do Messias que haveria de vir - Jesus, e as pessoas batizavam-se como forma de arrependimento e passavam a aguardar a vinda do Messias.
 
Mas quando Jesus iniciou seu ministério, todos os que haviam passado pelo batismo de João e que agora seguiam à Cristo, precisaram passar pelo novo batismo, o batismo que Jesus ordenou (At 19:1-5).
 
 
6. Batismo, cumprindo as Leis de Deus
 
Jesus viveu 33 anos na terra, mas seu ministério só começou aos 30 anos. O primeiro passo que Jesus tomou para iniciar seu ministério público foi o de descer até o Rio Jordão para ser batizado por João Batista (Mt 3:13-15).
 
Assim encontramos em todo o Novo Testamento, o batismo nas águas inseparavelmente ligado à salvação.
 
O batismo não salva, mas a falta do batismo pode ser uma evidência de que a pessoa ainda não está salva, pois reluta em se decidir inteiramente por Cristo, e o serve com reservas.
 
 
No livro de Atos, que é o começo da Igreja, vemos que imediatamente após as pessoas terem ouvido a mensagem da salvação e tendo se arrependido, eram exortadas a se batizarem (At 2:37-41).
 
Há os que sempre deixam o batismo para uma oportunidade posterior, achando que há necessidade de se preparar muito, fazer cursos, ou conhecer profundamente a Palavra de Deus.
 
No entanto em At 8:26-38, vemos que Filipe batizou o eunuco imediatamente.
Estariam os apóstolos errados concernente às doutrinas cristãs?
 
Há aqueles que alegam que o ladrão da cruz foi salvo e não batizado. A questão é óbvia: o ladrão não poderia pedir aos soldados, que ‘por gentileza o descessem por um momento da cruz afim de que fosse batizado’.
Assim, Deus evidentemente não levou em conta a ausência deste batismo. Sigamos portanto o exemplo de Jesus e iniciemos nossa jornada nesta fé com o batismo, para cumprir a exigência de Deus (Mt 3:13-15).
 
7. O Batismo e a filiação na Igreja
 
Levando em consideração o fato de que o batismo é uma ordenança de Deus, boa parte dos evangélicos só reconhece como membros de seu rol, os batizados nas águas e pela forma bíblica. No entanto, o fato de você se batizar não o torna membro da igreja automaticamente. Para se arrolar como membro da igreja, cabe ao indivíduo demonstrar desejo de ser membro da igreja, e num culto, fará sua confissão de fé e então será recebido como membro.
 
8. Resumo
 
Todo aquele que tem se arrependido e considera a Cristo como seu Senhor e Salvador, deve submeter-se ao mandamento do batismo na água por imersão, de acordo com as Sagradas Escrituras. Ao cumprir este requisito, o crente lava seu corpo em água pura como símbolo exterior de limpeza, enquanto que seu coração tem sido lavado com o sangue de Cristo como limpeza interior.
 
Mediante o batismo o crente declara ante o mundo que morreu com Jesus e que também com ele ressuscitou a fim de andar em novidade de vida.
 
 
Estudo Suplementar
 
O relato bíblico no Antigo Testamento em favor do Batismo
 
Os judeus na época de Moisés e por ordem direta de Deus, lavavam seus vestidos, como sinal de purificação (Ex 19:10-14). Mesmo esta prática sendo de exclusividade dos sacerdotes, Deus estendeu-a também ao povo (vv. 6-8), para que também eles estivessem prontos a transmitirem a mensagem a terceiros.
 
Este foi o início da função sacerdotal que na dispensação da Graça, seria concedida gratuitamente aos que cressem (I Pd 2:5-9).
 
Também há relatos de lavagem por água de corpo inteiro (Lv 8:6), onde o propósito foi a consagração de Arão e seus filhos ao sacerdócio.
 
 
A grande benevolência de Deus
O batismo nas águas é tão importante como o enchimento da pessoa pelo Espírito Santo.
 
O batismo destaca-se mais pela força decisiva que ele proporciona no momento da conversão, enquanto que o enchimento pelo Espírito Santo é algo mais empreendedor, duradouro, revitalizante e que tende a gerar frutos. Contudo, sem uma decisão inicial através do batismo nas águas, não teríamos nada disso.
 
 
Regras Éticas e Teológicas para o Batismo
 
Primeira regra
O batismo nas águas é uma atitude liberal, expontânea e racional(pensada). Marcos 16:16.
Fica com isto óbvio, que a pessoa candidata ao batismo terá que tomar uma decisão (leia também Atos 8:35-38). Isto exige da pessoa um ato racional.                                                                                                                   
 
O batismo das crianças deve ser contido por esta observação: seus atos são impensados, não possuindo capacidade de tomar uma decisão por si mesmas.
 
O que deve acontecer é a apresentação delas perante o Senhor Deus. Lc 2:22; Lv 12:4-6.
 
Quanto às pessoas no leito de morte, o batismo poderá acontecer somente como algo não calculado e segundo o pedido direto da pessoa.
 
Nota: A extrema unção não encontra apoio na Palavra de Deus. Contudo, uma pessoa poderá “entrar” na salvação em Cristo, sem mesmo sofrer o batismo nas águas. Exemplo: o acontecido imparcial do malfeitor na cruz. Lc 23:40-43.
 
 
Segunda regra
O batismo nas águas não concede o perdão de nossos pecados. Ele apenas abre o caminho para a salvação.
 
Quem nos purifica de todo o pecado é o sangue de Cristo. O que nos salva é a fé.
Sendo que o batismo demonstra o princípio da salvação.
 
O que nos faz cristãos é nossa comunhão com Cristo e não o batismo nas águas. Quem regenera o pecador é o Espírito Santo.
 
 
Terceira regra
O batismo nas águas deve ser por imersão (mergulhar na água), pois assim era praticado na velha Igreja e também pelo apoio do termo “sepultamento”: “...fomos com Ele sepultados pela morte do batismo (Rm 6:4)”.
 
 
Quarta regra
O batismo exige uma quantidade razoável e suficiente de água. Isto não significa que deverá ser num leito de um rio; leia atentamente Atos 8:36,37.
 
 
 
SEUS PRIMEIROS PASSOS PARA TER UMA VIDA DE VENCEDOR!
 
Plano da Salvação de Deus
 
 
Porque todos pecaram contra Deus e estão sujeitos às conseqüências do pecado.
 
Pecado é todo pensamento, ato ou palavra contrários à vontade de Deus.
 
É a separação entre nós e Deus, e como conseqüência, a morte.
 
O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna.
 
 
Sem derramamento de sangue, não há remissão.
 
É uma vida sendo morta no lugar de outra.
 
E Jesus Cristo, Filho de Deus, que foi morto e crucificado, se deu em holocausto, e com seu sangue derramado para perdão de nossos pecados.
 
Ele apaga o passado e trata o ofensor como se nunca tivesse pecado.
 
Pela Crença (FÉ), arrependimento e confissão (confessar JESUS como SENHOR e SALVADOR). É uma firme confiança de que Cristo morreu pelos meus pecados, que Ele me amou e deu-se a Si mesmo por mim.
 
João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” É a salvação do homem e sua entrada no Reino de Deus.
 
LEIA a Palavra de Deus, pois a BÍBLIA precisa ser lida, ouvida, acreditada, obedecida e praticada. Ela ensina a ser MAIS QUE VENCEDOR.
                                                                                     

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Pedido de Oração